Lembranças a Procura de Momentos

Lembranças a Procura de Momentos

Os dias não são mais escuros. Minha face pálida, susto que tomei, mas… é verdade, vocês está morrendo… e antes que a velhice me tome ainda mais tenho que me calar.

E os poemas que escrevi, mas mesmo assim vocês os leu!!! Talvez tenha gostado das flores que mucharam!!! Mais você rasgou meu retrato nosso único elo… e no dia que você saiu de casa, pela janela da varanda?! E não olhou para trás… da minha casa tem uma roseira, que hoje as rosa estão muchas. E minha doce desilusão, meu inferno de duvidas, muitas perguntas e poucas respostas e se o céu fosse o paradisíaco inferno distante? Mas a Terra é o inferno e o inferno é aqui na mente demente do homem… que mata, que ama… e por que não falar do amor? Dos meus sonhos… Dos seus pesadelos, que se tornaram realidade. Com uma certa brutalidade aprendi que a igualdade existe, mas a individualidade é constante e se isso faz diferença, por que sou diferente de você? Você que nunca me entendeu… e se eu fiquei só também você ficou. Agora que não te amo e não te entendo, fiquei só, você também. E agora nós não nos amamos e não nos entendemos. Ficamos em nosso mundos enquanto Terra desintegrava-se, lá embaixo. Eu não perdi a reprise dos piores momentos de sua vida. Eu estava lá… Queria está em seu lugar. Vejo você morrer de preocupação com nosso filho. Foi culpa da guerra… a nossa guerra o levou para longe de minha casa, que não é mais… Sua indecisão me levou a crer que eu e você somos loucos por esperar o pôr-do-sol no nascer do dia. Quando o sol a apareceu?! Invadindo a janela da varanda que depois de muito tempo você voltou. Descobri que o sol na era amarelo, por que, todos os dias sem você eram dias de chuva e nunca mais vimos o despertar do dia no pôr-do-sol.

E esses dias são tão estranhos, lamento as coisas que não fiz, todas as manhãs., quando chego no espelho que você nunca olhou, mais me disse que eu estava velho e acabado, velho viciado em cocaína, não sou louco, me perder num vicio tolo e absurdo… até que eu gostava… acordar de manhã com dor de cabeça… do porre da ontem. Acho que ainda estou ainda estou bêbado, tonto de lembrar das nossas lembranças, velhas e ultrapassadas, ou seria mais um triste lamento de um velho louco e apaixonado por coisa livres. Você entrou no meu jogo esquisito, pois já estava nele, suas duvidas no passado recente, vi gente crer que você nunca ira morrer, antes da morte viver ela morreu. O seu coração era de pedra ele petrificou o meu que esculpi teu nome… feri meu dedo, agora você chora… eu não consigo derramar lágrimas da crocodilo. Sua falsidade chegou a tal ponto de me apaixonar ainda mais por você… que sempre me maltratou. Eu choro e você não derrama suas falsas lágrimas, mesmo eu não te amando, você me ama.

A loucura que ainda me resta, você não desperdiçou com seu egoísmo… idiota é minha sinceridade ridícula? Sem sentido é a loucura que te toma é a mesma que me devora. Então mesmo que eu envelheça, você já morreu e não posso acreditar, fico com as nossas doces mentiras que a transformou em realidade bruta e injusta aos olhos de quem só vê a verdade… sempre escondida… Quero ver meu neto no futuro!!! Não tenho medo da morte. Recentemente a vi-a e encarava ficamos amigos… e até depois disso me traiu, tenho que sepultar meu caixão, não estou dentro, sofro e acho que mais uma vez estou ficando louco.

Os dias já são claros, eu me assustei… é verdade… você morreu e agora que a velhice chegou os momentos nos calou.

Bruno Santos Gonsalves

15/03/00